Me mudei!
Pra cá: http://muchoruidopocasnueces.wordpress.com/
Nos vemos por aí.
Cariños!
Ellos pasarán. ¿Yo...? ¿Pajarito?
Um pouco de "sei lá o quê", com uma bela dose de "boa pergunta".
Se eu tivesse que escolher um tema sobre o qual comentar agora, seria definitivamente o final do Verão. Daí, vocês caros amigos, me diriam: 1. Tecnicamente o verão ainda não acabou; 2. A temporada de verão acabou faz tempo, e?
Pois deste lado do continente, nesse pontinho perdido do mapa entre a cordilheira e o Atlântico em que eu me encontro, isso faz muita diferença. Primeiro de tudo, porque eu moro no Guarujá chileno, também conhecido como Viña del Mar. Cidade agradabílissima fora do inverno e com uma população de mais ou menos 290 mil pessoas - e que desde o Ano Novo vem recebendo 150 mil outras pessoas por semana - aproximadamente.
Sim, é um Guarujá bombando. Como 99% das coisas no atual contexto, essa superpopulação também pode ser explicada pela crise: ninguém quer gastar muito dinheiro e ir, sei lá, pra La Serena, Pucón, Punta del Este, Florianópolis e equivalentes.
O resultado: a cidade lotada. Supermercados infernais, comprar um sorvete na praia se transformou realmente em uma missão de exército. Pokemóns (Emos) por todos os lados exibindo seu lindo estilo qualquer coisa.
Argentinos e Santiaguinos foram as duas raças predominantes sobre a cidade nesses últimos meses - e nós - habitantes da cidade - provincianos - os caiçaras da história.
A temporada oficial de verão terminou no último domingo, 1° de março. Terminou o Festival Internacional de Viña del Mar (com bastante relevância para o resto da América Latina), as crianças voltaram para a escola com seus clássicos uniformes com vestidos, ternos e gravatas, as universidades receberam os estudantes de intercâmbio e agora recebem os 'mechones' (os 'bichos' ou 'novatos' locais - nos próximos posts eu me aprofundo nos rituais de iniciação dos pobres por esses lados...), começou a fazer frio, e às 7 da manhã ainda está bem escuro pra alguém em sã consciência querer sair da cama.
A cidade se esvaziou. Assim em algumas poucas horas (que devem ter sido muitas pra quem estava voltando pra Santiago com o trânsito). Viña del Mar voltou à paz, à sua pacatez de cidade pequena pra média da região central. Ficaram poucos Santiaguinos e já é possível caminhar de novo pela rua da orla sem tropeçar com artesanato, estátuas vivas, artistas, vendedores de todo tipo de bugiganga 'original' e crianças arrastadas pelos seus país a passear às 11 horas da noite pela rua.
O trabalho nunca parou nesse meio tempo - então pra quem mora, vive e trabalha numa cidade turística vem o alívio: Não tem mais ninguém disfrutando de um lindo dia de verão enquanto eu estou aqui, sofrendo de camisa e salto alto tentando entender os novos comportamentos dos consumidores de aço importado da China para a África do Sul - e outros tipos de 'missão impossível' do gênero.
Fim do verão: estamos todos no mesmo barco.
Não em 'glória y majestad' como se diz por aqui. Mas é provável que a volta seja lenta e gradual (no melhor estilo volta à democracia na América Latina) ao mundo virtual, marcada por inúmero intervalos de tempo diretamente relacionados aos novos horários de trabalho dedicados a aumentar a produtividade e eficiência com que meu empregador poderá cobrar seus clientes sobre o meu trabalho.
Não se engane, as novas exigências de produtividade e eficiência e os horários bizarros que não te deixam ter uma vida fora do escritório não tem absolutamente nada a ver com a atual crise econômica e financeira que faz quebrar nossos possíveis clientes - nada a ver, de jeito nenhum.
Segunda-feira de noite, em casa de pijama e morrendo de frio (pra variar).
Vê os e-mails, spam, releases perdidos, newsletter do MST (elas se materializam na caixa de entrada sem nenhum motivo aparente), um e-mail relativamente útil, mais trabalho, responde.
Abre o outro e-mail, pessoal, facebook, blog, leitor de RSS, orkut e toda família de outros eus.
Uma amiga conta que não pode vir esse fim de semana: Que pena! - Não responde.
Uma mensagem: Como vai a vida? - Que legal, se lembra de mim! - Não responde.
Uma amiga dos tempos de intercâmbio vem pro Chile e quer festa: Sensacional! Ensaia duas vezes um comentário e não responde.
Os computadores deveriam ler pensamentos e enviá-los como resposta.
Recentemente eu também li o tal do texto que todo mundo andava comentando sobre essa gente assim.... meio intelectual e meio de esquerda que curtia bares assim... meio ruins, meio pobres, meio sujos, meio povão.
Como alguém metido a meio intelectual por denominação de origem (diga-se estudante de comunicações, especificamente jornalismo, especificamente da USP, especificamente daqueles que freqüentam a Vila Madalena em São Paulo e ainda mais especificamente daqueles que curtem muito mais a boemia mal vestida de Valparaíso do que Reñaca, Providência, Vitacura ou Valle Nevado no Chile) me incluí automaticamente no grupo.
(Sim, eu sei, o Word me avisou que a palavra “especificamente” foi repetida muitas vezes na mesma oração)
O único problema era a outra metade: ½ de esquerda. Desculpa queridos amigos, mas feliz ou infelizmente, talvez até por conta da metade pseudo-intelectual, o discurso da esquerda já não cola mais não. Não mesmo.
Há mais ou menos dois anos teorizei algumas coisas sobre a questão direita/centro/esquerda da política quando fiz uma breve análise sobre a sociedade chilena. Nessa ocasião, cheguei à conclusão de que o mundo deveria superar essa divisão que já está com seu prazo de validade bem vencido para continuar sendo utilizado dentro do nosso imaginário político e especialmente como alguns desses clichês importantes sobre os quais o jornalismo deveria se basear.
O Chile é um país singular no que diz respeito a radicalismo político. A direita e seus seguidores odeia a esquerda e seus seguidores, mesmo que os dois lados estejam de acordo sobre muitos dos temas da agenda política nacional e que muitas pessoas da esquerda de hoje sejam reais representantes da aristocracia chilena dos anos 70 e 80. (Vejam bem, aristocracia e não elite, porque mesmo que a aristocracia seja parte da elite a elite também é conformada por uma classe média bastante sólida que, mesmo com alguns privilégios de elite, sempre identificará um grupo acima de si, com ainda mais privilégios e direitos, que no caso, chamamos de aristocracia).
Mas, voltando ao radicalismo. Direita e esquerda não se suportam, mesmo que os elementos que tendem à esquerda na direita sejam cada vez mais numerosos, assim como os elementos que tendem à direita dentro da esquerda – mas não, eles não formam um “centro”. Isso porque direita é direita e esquerda é esquerda (teoricamente) e neste país (em que a direita tem “as mãos manchadas de sangue” – como se a esquerda não as tivesse; e a esquerda representa “a vanguarda salvadora que libertou o país da opressão” com a ajuda dos chamados progressistas, que atualmente são a direita nacional) elas não se misturam, mesmo que... pensem exatamente a mesma coisa.
Daí vocês, caros e escassos leitores, me perguntam aonde eu quero chegar com tantas voltas à direita e à esquerda. O resultado dessa conjuntura toda é que o país não só não avança como parece até que desanda. Com as alianças políticas praticamente impossíveis, o avanço de todas as coisas fica travado em alguma, senão em todas as instâncias do poder e adivinhem? Tudo dá tantas voltas que dificilmente chegada a algum lugar.
Então, eu volto para meu argumento inicial. O conceito de esquerda e direita deveria deixar de ser empregado para a realidade política latino-americana, isso porque, não só não reflete a complexidade do cenário político atual como também porque é prejudicial à saúde política de um país.
Por isso eu renuncio à metade de esquerda... pra mim pode ser meia...
O trabalho é bom, a gente é sensacional (30% chilenos, 60% cidadãos de todos os lugares do mundo que vc puder imaginar, com preferência para a Índia) e o ambiente de trabalho está entre os top 10 mais gratos com que eu já tive contato.
É difícil admitir que eu tô curtindo uma função completamente diferente daquela que eu escolhi, gostei e que desempenhei nos últimos sete anos de vida, mas é verdade. Eu até consigo vislumbrar certo quê de trabalho jornalístico na minha mais recente experiência em análise de mercado, mas eu sei que é só por fixação minha. Nesse trampo, assim como no jornalismo, a gente lida com a informação. Em ambos os casos muita informação.
No meu trabalho, especificamente, informação financeira, demográfica e às vezes social (ok, comportamento de mercado não chega a ser uma profunda análise da sociedade, mas tudo está relacionado). No caso do jornalismo tradicional (olha como eu quero me convencer de que eu ainda sou jornalista...), a gama de temas com os quais a gente tem contato são muito mais numerosos, mas eu juro que entre análises do mercado de aditivos da construção civil e uma crônica sobre o sucesso da mulher melancia na Playboy, eu ainda gosto muito mais do meu trabalho atual.
Comparações à parte, as diferenças fundamentais do meu trabalho de agora para o jornalismo propriamente dito são o público e a finalidade.
Os trabalhos que eu faço atualmente são contratados sob total confidencialidade. O nome dos clientes ou o conteúdo dos nossos projetos não é e não pode ser jamais conhecidos. Essa informação é de propriedade de quem contratou o estudo e o que o cliente vai fazer com ela é realmente um problema dele, mas normalmente pode aproveitar isso para explorar novos mercados, lançar novos produtos ou asfixiar a concorrência da maneira que achar mais conveniente.
Eu quero acreditar que a finalidade do jornalismo ainda é a sua vocação pública, a entrega de informações ou discussão de temas de interesse público e que de alguma maneira levem a um melhor conhecimento da realidade local, nacional e mundial – além de entreter um pouco porque ninguém é de ferro. O que o público faz com essa informação tanto faz, mas pelo menos isso de alguma maneira está disponível para ser usado como arma ou ferramenta para conhecer, entender e quando for o caso questionar o mundo em que nós vivemos.
Às vezes eu sinto falta dessa missão maior, mesmo que eu também visse isso de maneira bastante difusa quando eu trabalhava na imprensa propriamente dita. Mas, não vão ser as circunstâncias que vão fazer de mim menos idealista. Eu sempre soube o que eu queria da vida, e não era pouco.
Nos últimos 10 dias eu tive assim, umas 332 idéias diferentes sobre coisas a publicar e acabei deixando todas de lado por excessos vários, em que eu destaco o excesso de preguiça nos tempos livres, o excesso de preocupação com a entrega dos trabalhos que eu tinha vendido nessa minha vida de frila e o excesso de tempo desperdiçado reordenando a vida porque eu gosto de fazer isso nas horas livres.
Sobre os temas sobre os quais eu deixei de escrever nesse período:
Para explicar a repentina (e já descobrimos que pouca duradoura) freqüência nos posts do blog. O argumento central para o aumento da produtividade são os plantões dele na rádio que eu aprendi a detestar com o passar dos fins de semanas de frio sem ele do meu lado.
Para contar o movimento de luto nacional causado pela morte do general de carabineros do país. Para quem não sabe os carabineros são a força policial chilena civil e militar organizados nacionalmente tal qual o exército. A instituição “Carabineros de Chile” está entre as mais respeitáveis do país e é considerada uma das polícias menos corruptas e mais efetivas de toda América Latina. A morte do General Bernales em um acidente de helicóptero no Panamá foi motivo de um pronunciamento nacional, luto oficial de três dias (em que praticamente não se puderam realizar eventos públicos) e de um funeral digno de chefes de Estado com apoio popular massivo ao chamado “general do povo”.
Com três dias de atraso devido ao luto oficial, a final do campeonato de abertura aconteceu na última terça-feira e o time da minha cidade foi campeão depois de 36 anos de jejum. Os ruleteros reverteram os dois a zero do Colo Colo no primeiro jogo e fizeram os três gols da revanche no segundo tempo do segundo jogo. A cidade definitivamente não dormiu esse dia, mesmo com um frio do c... e chuva, tudo era festa. Caros amigos, podem esperar pela gloriosa atuação do “oro y cielo” na Libertadores 2009. Se o estádio de Sausalito for reformado, pode até ser que os jogos da Libertadores sejam aqui mesmo a sete quadras e um morro de distância de casa.
Ok, eu sei e todo mundo sabe que eu sou jornalista por formação e normalmente também por gosto. Mas... depois de fazer uma tradução bem sucedida sugeriram que eu mandasse um currículo para uma empresa indiana cujo rubro é dificílimo de se explicar. Mandei meu currículo e alguns dias depois recebi um email que havia um cargo disponível. Na descrição constava que o cargo era para engenheiros, mas sei lá, né. O mais importante não era a formação se não os idiomas... Uma prova horrorosa com matemática e geometria e três horas de entrevista depois eles disseram que me queriam com eles. Começo a trabalhar amanhã, sempre expandindo as fronteiras do trabalho jornalístico serei business researcher. Como a oportunidade veio meio do nada e eu me embananei completamente com os frilas que mantinham a minha sobrevida por aqui pedi uma semana para resolver tudo e não resolvi nada, mas estou confiante.
Emoção total: eu tenho uma lavadora de roupas! Sim, eu sei, nada mais senhora dona de casa dos anos cinqüenta, mas o fato é que eu vivo aqui há quase um ano e não tinha uma máquina de lavar roupas (mesmo que elas sejam incrivelmente mais baratas aqui que no Brasil pela relação direta com a China pelo Pacífico). Bom, o resumo da história é que já me sinto uma mulher moderna e não sofro mais de desejos assassinos e mal humor depois de ter que realizar essa tarefa tão ingrata de lavar roupa (sim, até uma semana atrás eu lavava TODA minha roupa na mão).
Na sexta-feira eu precisei tirar fotos 3 x 4 (que na verdade aqui são 3,5 x 4,5) para o novo trampo e depois de todo aquele ritual modernizado das fotos para documentos a mocinha que me atendeu na loja me perguntou se podia fazer um comentário. “Te pareces a estas señoritas de fotos antiguas. Sí. Bonita sí. De estas de las fotos antiguas, el pelo, el maquillaje. Te pareces no más”. Uhm…. Gracias….
7. País das greves
Se tem um país que definitivamente sabe fazer greves, protestos e afins, definitivamente é o Chile. Praticamente todos os setores importantes para essa sociedades estão muito bem organizados politicamente desde os estudantes dos colégios públicos até os universitários de todo o país, os professores, caminhoneiros, motoristas de ônibus e metrô e até os trabalhadores terceirizados das empresas de mineração.
Nas duas últimas semanas brilham pela greve os estudantes secundários contra a nova lei de educação (dois anos atrás eles conseguiram derrubar a lei velha) tomando seus colégios em todo país, os estudantes universitários da Quinta Região com seis semanas de greve e 10 dias de universidades invadidas por aqui, os professores secundários com um dia de “paralisação modelo” pela qualidade da educação e na semana passada os caminhoneiros de todo o país estiveram parados por 4 dias gerando inclusive desabastecimento de gasolina e alguns produtos em vários lugares do país. Seu problema era com o imposto ao diesel no país, que na mesa de diálogo com o governo conseguiram reduzir a um 20% do que era. Se as greves são muitas, pelo menos o esforço de diálogo nessas situações até que têm funcionado. A exceção do caso da educação, em que o governo está visivelmente fechando os olhos a todo tipo de manifestação a respeito.
Do lado de cá da cordilheira, a região central do Chile foi novamente afetada por uma “onda polar” –a versão gelada antártica das frentes frias que chegam
Mas essa temperatura “amena” da costa tem um probleminha com a realidade, por causa da grande umidade e dessa névoa constante e geladíssima que paira sobre o Oceano Pacífico, a sensação térmica é sempre uns três ou quatro graus mais fresquinha que a realidade.
Não seria nenhum frio absurdo, se isso daqui fosse Europa, Estados Unidos ou Canadá. O que faz esse frio ser sim absurdo, é que isso daqui, queira ou não queira, é América Latina (mesmo que os chilenos adorem dizer que são os ingleses da América Latina).
Na região central do país praticamente ninguém tem calefação. Pra combater o frio o mais indicado é ter por perto um aquecedor a gás, uma bolsa de água quente (sabe aquela dos tempos da vovó?) ou um secador de cabelo (tem dia que tudo se transforma em arma contra o frio, especialmente se as opções anteriores falharem). Tem também muito cházinho quentinho. Para quem tem um pouquinho mais de grana, tem também os “escalda-sonos” – cobertores elétricos também conhecidos como calienta-cama e os aquecedores elétricos (que uma mescla de modem com secador de cabelo).
Para quem não tem grana nenhuma, normalmente há tambores de lenha ou carvão dentro de casa, o que dá origem a algumas das notícias mais tristes do inverno por aqui, com mortes por intoxicação ou incêndios. Outra solução histórica no país para o frio é colocar o seu querido cachorrinho para dormir no pé da sua cama. Pode parecer uma visão um pouco utilitarista do seu animal de estimação, mas realmente funciona.
Tudo isso pra dizer que o motivo do sumiço por aqui foi o frio que me deixou meio lesada e paralisada durante essa semana em que havia milhares de coisas por fazer.
Para quem não conhece um aquecedor a gás modelo outono-inverno dos últimos 20 anos:
E um aquecedor elétrico modelo meio-modem meio-secador de cabelo:
Pois ele está classificado para a final do campeonato nacional de abertura, e é o máximo, mó festa na cidade.
O Chile tem dois campeonatos da liga profissional de futebol o primeiro, no primeiro semestre, se chama de “abertura” e o segundo, no segundo semestre, de “clausura”. Como vocês podem imaginar, o Chile não tem assim tantos times de futebol, então, são os mesmos times que jogam os dois campeonatos e no final do ano aqueles com pior resultado vão para a segunda divisão desses torneios. (deu mais ou menos pra entender porque o Chile nunca ganhou uma copa do mundo?)
Pois o nosso querido Everton (tem até nome de pobre... ) se classificou na tarde de ontem contra a poderosa Universidad de Chile aqui mesmo, no estádio de Sausalito de Viña del Mar, depois do jogo ter sido cancelado na quinta-feira por culpa do aguaceiro generalizado que caía sobre o país.
O dado interessante interessante da coisa é que principalmente por falta de recursos frente aos times verdadeiramente grandes do país o Everton não chegava a uma final desde 1976.
O Everton de Viña, el "oro y cielo", los "guata amarilla", los "ruleteros" da cidade provinciana do cassino estão na final.
O rei vem pro Chile e ninguém me avisa nada!!!
(não, não se preocupem, eu ainda não gosto do Roberto Carlos e feliz ou infelizmente não pagaria nem o dinheiro do ônibus para vê-lo, mas é muito interessante o que essa vida de expatriada faz com a gente quando chega no país um conterrâneo ilustre, é tema freqüente de conversação do tipo: “Você é brasileira? Eu soube que o Roberto Carlos vem ao país!” É incrível proximidade entre nós dois!)